A Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre debateu nesta terça-feira (08/07) o papel das igrejas evangélicas na promoção da saúde física, emocional e social na cidade. A reunião foi conduzida pela presidente da Comissão, Psicóloga Tanise Sabino (MDB), que destacou o trabalho das igrejas evangélicas em prol dos mais vulneráveis. “As igrejas evangélicas têm um papel fundamental na promoção da saúde em nossa cidade. Elas não atuam apenas no acolhimento espiritual, mas oferecem apoio emocional, orientações sobre prevenção, recuperação de dependentes químicos, cuidado com idosos e assistência a famílias em situação de vulnerabilidade. Esse trabalho, muitas vezes voluntário e silencioso, complementa as ações do poder público e chega onde o Estado nem sempre consegue alcançar. Precisamos reconhecer e valorizar essas iniciativas, fortalecendo parcerias que unam fé, cuidado e responsabilidade social em prol da saúde integral da população de Porto Alegre” , salientou a Vereadora Tanise Sabino
Chaiana Cunha, representante da Igreja Brasa Church, apresentou os seis projetos sociais mantidos pela entidade, voltados ao suporte evangelístico, espiritual, emocional e socioeducativo. Além disso, reforçou a transformação de vida não só dos atendidos pelas ações, mas pelos voluntários atuantes nos projetos. “A gente é muito abençoado quando levamos o amor de Jesus, não transformamos somente a vida das pessoas que recebem um pouquinho do nosso amor, das nossas doações, ou da nossa ajuda, mas nós, como voluntários, também somos transformados”, afirmou.
Ana Paula Soares da Costa Togni, presidente da Associação Rede Brilhe, compartilhou a trajetória da instituição, iniciada em 2021. “A gente montou uma casa de acolhimento para receber mães solteiras, que não tinham lugar para ir, um lugar seguro e cristão.” Também destacou o trabalho desenvolvido com mães atípicas do município. “80% das nossas mães que estão ali têm filhos atípicos. Ainda que o filho esteja na escola de manhã, não tem quem fique com ele de tarde. Então, a gente recebeu uma mãe com uma criança com paralisia cerebral. E daí, ela trouxe dez amigas, mães de filhos com paralisia cerebral”, relembrou.
O bispo Lúcio Freitas, coordenador do Grupo de Saúde da Igreja Universal, trouxe relatos do trabalho da igreja nos hospitais da Capital. “Esse trabalho vem crescendo dentro dos hospitais. Eu estava sábado no Hospital Fêmina e fui fazer uma visita e a enfermeira me disse que poderia ir de quarto em quarto, fazer uma oração, porque a coisa aqui hoje está difícil”, contou. Além disso, apresentou o projeto “Cuidando dos que Cuidam”, que visa atender os profissionais da área da saúde. “Temos o projeto dentro do grupo ‘Cuidando dos Que Cuidam’, que é tanto cuidando dos membros do grupo, mas também cuidando dos profissionais da saúde”, explicou.
Fernando Ritter, secretário municipal de Saúde, reforçou o papel fundamental das igrejas como parceiras do poder público. “As ações de educação e saúde, com a igreja, são mais potentes. Essa solidariedade, esse engajamento, essa formação de capital social, esse papel que as igrejas têm, que vocês, líderes religiosos, independente da linha, são determinantes”, salientou. Por fim, defendeu o fortalecimento da cooperação entre o setor público e as instituições religiosas. “Espero que a gente possa estreitar mais os laços, respeitar os desejos das pessoas, dizer e aceitar que a fé, o cuidado e a saúde, podem juntas provocar mudanças e essas mudanças são necessárias”, finalizou.
Texto: Laura Paim (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062). Caroline Strüssmann (reg. Prof. 9228)


