A vereadora psicóloga Tanise Sabino esteve, no dia 23 de março, na reitoria de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no bairro Farroupilha, para uma reunião com o pró-reitor de Pesquisa da universidade, Flávio Kapczinski, e com o Médico Psiquiatra Alceu Gomes. O encontro teve como foco temas relacionados ao autismo, saúde mental e pesquisa científica.
Entre as pautas discutidas esteve o Summity de Saúde Mental 2026, que será realizado entre os dias 23 e 25 de abril, na cidade de Bento Gonçalves, reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater avanços científicos, políticas públicas e desafios contemporâneos na área da saúde mental. Durante a reunião, o pró-reitor de Pesquisa da UFRGS, Flávio Kapczinski, também convidou a vereadora Tanise Sabino para integrar a mesa de abertura oficial do congresso, em reconhecimento à sua atuação parlamentar e profissional na promoção da saúde mental e das políticas públicas voltadas ao cuidado das pessoas.
Durante a reunião, também foram discutidas questões relacionadas ao aumento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), à necessidade de fortalecimento das políticas públicas de inclusão e ao impacto da saúde mental no ambiente universitário. Segundo Tanise Sabino, existe uma preocupação crescente com o sofrimento emocional dos estudantes das universidades e com os desafios enfrentados pelos jovens no contexto acadêmico.
“A saúde mental dos universitários precisa ser tratada como prioridade. Estamos vendo um aumento importante de quadros de ansiedade, depressão, esgotamento emocional e sofrimento psíquico entre jovens. Precisamos aproximar ciência, pesquisa e políticas públicas para construir estratégias efetivas de prevenção e cuidado”, afirmou a vereadora.
Colaborando com o tema, o Dr. Kapczinski compartilhou o trabalho desenvolvido pela Rede Nacional de Saúde Mental (ReNaSam), iniciativa voltada à articulação de pesquisadores, universidades e instituições na produção de conhecimento científico em saúde mental. A rede busca fortalecer pesquisas multicêntricas, ampliar dados epidemiológicos e contribuir para a construção de políticas públicas baseadas em evidências científicas. E um dos temas de pesquisa da ReNaSam é justamente um Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades.
Durante a conversa, os participantes destacaram a importância da integração entre universidades, pesquisadores e poder público para enfrentar os desafios atuais da saúde mental no Brasil, especialmente nas áreas da infância, adolescência e juventude.
Tanise Sabino ressaltou ainda a relevância do diálogo permanente entre o Parlamento e a comunidade científica. “Precisamos construir políticas públicas ouvindo quem pesquisa, quem trabalha diretamente com saúde mental e quem acompanha a realidade das famílias. A ciência precisa chegar às pessoas e se transformar em cuidado concreto”, destacou.
Reunião na UFRGS debate autismo e o Summity Saúde mental 2026


