No dia 15 de maio, a vereadora psicóloga Tanise Sabino esteve reunida com o secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter, para tratar do avanço do Projeto de Lei que torna obrigatória a monitorização neurofisiológica intraoperatória (MNI) em neurocirurgias de alta complexidade realizadas pelo SUS em Porto Alegre. A parlamentar esteve acompanhada do neurocirurgião Dr. Gustavo Isolan, referência nacional e internacional na área, que ofereceu suporte técnico à proposta.
A MNI é uma técnica moderna que permite acompanhar, em tempo real, as funções neurológicas do paciente durante cirurgias cerebrais complexas, como aquelas para retirada de tumores da base do crânio e de áreas eloquentes do cérebro — regiões responsáveis por funções vitais como fala, movimento e cognição. A adoção desse procedimento reduz em até 60% o risco de sequelas neurológicas permanentes e já é protocolo obrigatório em países como Alemanha, Japão e Estados Unidos.
“O SUS precisa oferecer segurança e dignidade para os pacientes que enfrentam cirurgias tão delicadas. Nosso projeto busca garantir que a tecnologia já disponível na medicina moderna chegue também a quem mais precisa. A presença do Dr. Isolan nessa agenda fortalece o conteúdo técnico da proposta e reforça a urgência de sua implantação em nossa rede pública”, destacou a vereadora Tanise Sabino.
Com mais de 25 anos de carreira, o Dr. Gustavo Isolan é doutor em neurocirurgia pela Universidade de Freiburg, na Alemanha, e atua como professor da UFRGS, além de coordenador do Serviço de Neurocirurgia do Hospital São Lucas da PUCRS. Recentemente, foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado com a Medalha da 56ª Legislatura, por iniciativa do Deputado Sabino, por sua contribuição à ciência e à medicina gaúcha.
Segundo o especialista, a aprovação do projeto coloca Porto Alegre na vanguarda da neurocirurgia pública no Brasil: “A monitorização intraoperatória salva vidas e preserva funções. É uma ferramenta essencial para qualquer equipe que realiza neurocirurgias de risco. Essa iniciativa legislativa tem potencial de mudar a história de muitos pacientes”.
O secretário Fernando Ritter recebeu o projeto com atenção e se comprometeu a analisar os caminhos para viabilizar sua implementação em parceria com os hospitais da rede e instituições de ensino e pesquisa.


